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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Maçã é tema de audiência pública na Câmara dos Deputados


Joanicy Brito -
09/10/2015                          Foto: Joanicy Brito 
Na tarde da terça-feira (6/10), o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Celso Zanus, representou a Empresa na Audiência Pública para debater temas relacionados à cadeia produtiva da maçã na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília. Ele falou sobre como a Embrapa atua nesse setor por meio de 13 projetos da Redepomi e do Moscafrut e reforçou a importância das parcerias entre instituições de pesquisa, associações de produtores e órgãos públicos para a erradicação da praga Cydia pomonella.

Zanus apontou que o mercado da maçã tende a crescer em função de demandas dos consumidores cada vez mais interessados em produtos naturais e que é preciso investir em inovação. Segundo ele, a cadeia produtiva da maçã pode ficar ameaçada se não houver aporte de ciência e tecnologia. "Produzir maçã não é como produzir milho ou soja. Temos muitas etapas: a quebra da dormência, a fase do raleio, temos que cuidar das pragas e das doenças, temos uma colheita que não é feita de uma vez mecanizada, ela é seletiva e temos uma pós-colheita sofisticada que domina o campo da fisiologia vegetal. Você come uma maçã colhida em fevereiro em dezembro do mesmo ano, mantendo a mesma qualidade. Então, produzir uma fruta de clima temperado como essa exige o mais sofisticado da agronomia. Manter essa atividade em pleno funcionamento significa dominar o processo de agricultura sofisticada no País", explicou o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho.
Há uma grande rede de pesquisa e extensão disponibilizando resultados para a cadeia da maçã, de acordo com Zanus. Ele reconheceu o engajamento das universidades em programas da Embrapa e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), citou diferentes Unidades da Embrapa que atuam nos projetos e nominou outras instituições parceiras da pesquisa. "Não falta suporte de pesquisa para o setor. Muito precisa ser feito, há muitas demandas e estamos trabalhando na seleção delas. Há um grupo qualificado de pesquisa atuante", afirmou Zanus.
Como resultados dessas parcerias em projetos de pesquisa, Zanus apontou as seguintes tecnologias: avaliação de cultivares e clones; limpeza clonal; controle biológico de doenças; processo de elaboração de sidra e suco de maçã; gestão ambiental na pomicultura; produção integrada de maçãs; manejo integrado de pragas - Anastrepha fraterculus; recomendações para adubação e irrigação; estudos sobre dormência; e a erradicação da praga Cydia pomonella. Para tratar dessa última praga, o pesquisador lembrou que instituições fora da pesquisa e da extensão rural também deram sua contribuição. É o caso do Ministério Público e das prefeituras que atuaram para que árvores hospedeiras da praga com valor sentimental para uma família pudessem ser removidas.
As parcerias para erradicação da Cydia pomonella no Brasil geraram bons frutos. Como benefícios desse esforço conjunto, Zanus disse que a sociedade ganhou com menos pesticidas nas maçãs, menos casos de intoxicação dos aplicadores, menor impacto ambiental e maiores possibilidades de exportação em função das boas condições fitossanitárias conquistadas.
Zanus lembrou ainda das dificuldades para erradicar a Cydia pomonella e alertou: se a praga for reintroduzida no País haverá aumento do custo da produção, danos à imagem do país e a consequente desmotivação dos produtores. "A pesquisa pode fazer muito em colaboração com o setor privado, mas é fundamental essa relação com a legislação, com os órgãos de controle para que a gente consiga avançar. Nem sempre os problemas são tão simples. Às vezes, a pesquisa pode ajudar, mas a resposta não é tão rápida. Então, quando nós temos uma conquista dessas, como a erradicação da Cydia pomonella, temos que criar mecanismos de garantir que ela se perpetue", considerou o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho.

A audiência pública foi proposta pelos deputados Alceu Moreira (PMDB/RS) e Afonso Hamm (PP/RS). Além do pesquisador da Embrapa, participaram com apresentações: Luis Eduardo Pacifici Rangel, diretor do Departamento de Sanidade Vegetal da SDA/MAPA; Neuto Fausto de Conto, diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE); e Moisés Lopes Albuquerque, representante da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).
Joanicy Brito (MTb/DF 6973)
Secretaria de Comunicação

Telefone: (61) 3448 4834

Fontehttps://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/6153742/maca-e-tema-de-audiencia-publica-na-camara-dos-deputados

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