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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Gabriel Ribeiro entra na luta dos produtores de maçã para barrar importação

Deputado Gabriel na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados
O deputado Gabriel Ribeiro (PSD) entrou na luta com os produtores de maçã de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná para que o Ministério da Agricultura não autorize a importação da fruta chinesa. Nesta semana, participou de três encontros em Brasília: na Confederação Nacional da Agricultura (CNA), no Fórum Parlamentar da Agropecuária e na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (foto).
Nas três reuniões, expôs sua posição contrária à importação, justificando que a maçã chinesa é altamente subsidiada e não está livre da Cydia pomonella, praga que o Brasil erradicou há quase dois anos. Devido aos subsídios, a fruta chinesa chegaria ao Brasil com o preço final inferior ao custo de produção catarinense. Sobre a praga, o país demorou quase 20 anos para erradicá-la, e haveria o risco de reintrodução da Cydia pomonella no Brasil.
Além disso, explicou o deputado Gabriel Ribeiro, seria um “desastre” para municípios como São Joaquim e Fraiburgo, que têm suas economias calcadas na produção desta fruta. O parlamentar chamou a atenção que é preciso evitar com a maçã o que ocorreu com o alho catarinense após a importação do produto. E com um agravante: a cultura do alho é anual, mais fácil de ser substituída, enquanto um pomar de maçã é projetado para 20 anos.
Em números
- A China subsidia os seus produtores rurais, de maneira geral, com 292,6 bilhões de dólares. Com o benefício, o produto daquele país chegaria ao mercado brasileiro ao preço de R$ 34,00 a caixa de maçã com 18 quilos, enquanto o custo de produção em Santa Catarina é de R$ 35,00 a caixa.
- Em 1991 foram detectados os primeiros exemplares da Cydia pomonella no Brasil. A declaração da erradicação ocorreu em São Joaquim, pelo então ministro da Agricultura Neri Geller.
- Com a erradicação, os produtores do país reduzem o custo nos pomares em R$ 40 milhões/ano.
- Em Santa Catarina, 2.763 famílias dependem da produção da maçã, que é a terceira fruta na mesa dos brasileiros, atrás apenas da laranja e da banana.
- Conforme pesquisa da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã, o setor injeta na economia do país, anualmente, R$ 490 milhões somente em salários. O setor emprega 58,5 mil pessoas diretamente e outros 136,5 mil em com empregos indiretos.

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